Escolha de Conselhos

ESCOLA DE CONSELHOS PROMOVE SEGUNDO ENCONTRO DAS INFÂNCIAS DE PERNAMBUCO

| Anderson Silva

O evento foi a última ação prevista pelo Projeto Conhecer para Fortalecer, reunindo dezesseis segmentos da população infantil de Pernambuco na busca de mobilizar ações destes sujeitos para a Proteção Integral.

A Escola de Conselhos de Pernambuco, com financiamento do Conselho Estatual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco (CEDCA-PE) promoveu entre os dias 22 a 24 de fevereiro de 2019 o Segundo Encontro das Infâncias de Pernambuco (EIPE), reunindo dezesseis segmentos identitários representativos das Infâncias de nosso Estado. O Encontro ocorreu em Caruaru, parceria firmada entre a UFRPE e a Fundação Santuário das Comunidades.

De acordo com o Conselheiro do CEDCA-PE, Mallon Aragão, “o Encontro representa a efetivação da participação política de crianças e adolescentes na definição de políticas públicas para este segmento”. Ainda de conforme a compreensão de Alisson Rosendo, educador da organização do EIPE, nele “há possibilidade de uma ouvida qualificada dos meninos e meninas à medida que suas interpelações podem subsidiar as resoluções do CEDCA”.

Ao todo, 37 crianças e/ou adolescentes representando dezesseis segmentos identitários puderam mobilizar temas sensíveis ao contexto atual, como a questão da penalização dos adolescentes, sua relação com a escola e a efetivação das cidadanias. Ainda foi pautado a origem e a construção do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Plano Estadual Decenal dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente de Pernambuco.

Utilizando uma metodologia construída em parceria com o Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua, a preocupação foi levar uma programação que quebrasse os arranjos tradicionais e explorasse a reflexão, o empoderamento e o protagonismo infanto-adolescente. Nesse caminho, David Henrique, adolescente participante do II EIPE, avaliou que após o momento de oficina “leva para casa do encontro é o conhecimento e a possibilidade de se tornar uma pessoa melhor”. Já para Anderson Mateus, o evento “foi muito atrativo e que fez criamos muitas amizades além de incentivar na luta pelas nossas causas nas nossas localidades”.

Foi neste caminho que Mallon Aragão, em nome do CEDCA-PE, propôs o percurso em que os meninos e meninas seguissem. Segundo este Conselheiro, sua “militância foi forjada desde a adolescência, na participação em espaços que se assemelham ao Encontro das Infâncias”, o que lhe possibilitou a formação política necessária para sua afirmação como militante dos Direitos Humanos.

O marco simbólico desse Encontro foi a construção das “pipas dos sonhos possíveis”, numa projeção das políticas e do compromisso a ser assumido pelo Estado, Família e Sociedade para os próximos anos. Raul Alves, oficineiro do II EIPE lembra que “a pipa como elemento lúdico de esperança e de sonhos, impulsionará novas reflexões sobre as Infâncias de Pernambuco.” Ainda lembrou que as pipas construídas “farão parte do acervo do Laboratório de História das Infâncias do Nordeste”, vinculado à Escola de Conselhos de Pernambuco.

 

 

 


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