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  • A Violência letal contra crianças e adolescentes na cidade de São Paulo.



    Descrição:

    Este estudo científico é fruto de uma jornada pessoal e posteriormente profissional que intrinsecamente despertava compreender porque meninos e meninas adolescentes eram constantemente assassinados nos bairros e periferias do Estado de São Paulo. Como não conseguiríamos analisar a violência letal contra crianças e adolescentes no Estado inteiro, delimitamos compreender os motivos pelos quais o extermínio ocorre no município de São Paulo. A dissertação foi dividida em três capítulos. O capítulo 1º analisou historicamente o desenvolvimento da infância e adolescência no cenário brasileiro. Este trajeto fez com que tivéssemos uma ideia de como as violações dos direitos das crianças e adolescentes, e a escassez de políticas sociais destinadas ao público podem contribuir para o assassinato destes sujeitos. Foram inúmeras formas de pensamentos e intervenções quanto as vulnerabilidades sociais referentes à infância e adolescência brasileiras. Disciplina; Coerção; Roda dos Expostos; Internato; Código do Menor; Declaração Universal dos Direitos das Crianças e Adolescentes; Assistencialismo; Filantropia; Caridade; FEBEM; Fundação CASA; Estatuto da Criança e do Adolescente; SINASE, e tantas outras. Com todo o material pesquisado, o segundo Capítulo analisou a violência letal contra crianças e adolescentes na cidade de São Paulo. Este estudo abordou a violência letal em todas as faixas etárias e regiões do país, levando em consideração todas as facetas existentes. Por fim, analisamos os dados da gestão entre 2012 a 2014 do PPCAAM/SP, que mostrou outros perfis de crianças e adolescentes sob risco de serem exterminados em São Paulo. Estes dados por si só já enriqueceriam o estudo, porém acreditamos que para desenvolvimento da pesquisa, foram realizadas entrevistas com profissionais de atuação no programa, e adolescentes que já estiveram ameaçados de morte. As entrevistas mostraram que segundo os adolescentes a morte chega a ser um “mero detalhe” nas comunidades de São Paulo, principalmente para aqueles envolvidos com alguma atividade ilícita. A ideia popular de que “bandido bom é Bandido morto” também atinge crianças e adolescentes. Ambos entrevistados afirmaram sentir isto na relação com a população e a polícia. Na concepção dos profissionais, questões de gestão e financiamento impedem o desenvolvimento do Programa, e a violência letal ataca ferozmente a adolescência.



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